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Auto-Ajuda: O caminho para a felicidade

Guilherme Ashara

Existem algumas linhas filosóficas e psicoterapêuticas que odeiam a chamada literatura de auto-ajuda. Por quê?


Será que eles realmente acham que a auto-ajuda não ajuda? Ou será que a auto-ajuda é uma concorrente forte dessas correntes ditas formais.

Eu particularmente amo a auto-ajuda.

Já pensou todas as pessoas do universo desenvolvendo essa capacidade primordial de ajudar a si próprio. Isto seria a grande revolução!

Sabemos que hoje o ser humano se encontra num nível de cegueira tal que tropeça nas próprias pernas.

Começamos agora a descobrir o nosso mundo psico-emocional- espiritual, mas a inconsciência é tão grande que somos capazes de acreditar na primeira bobagem que nos falam. Sei que existem asneiras na literatura de auto-ajuda, como também, na literatura dita formal, apoiadas pelas academias universitárias.

Então, em quem confiar e como escapar da ignorância proveniente dos formais ou dos informais? Minha resposta é: conhecendo a si próprio, confiando em si próprio, amando a si próprio, ajudando a si próprio.

Essa é, em minha opinião, a única maneira do ser humano assumindo a responsabilidade pela sua vida, dar um salto para fora da inconsciência generalizada e fazer algo de bom para si e em extensão para toda a humanidade.

Nunca li Augusto Cury, nem concordo com a maioria dos tópicos do filme/livro “Quem somos nós”, mas nem por isso essa literatura deixa de ajudar a milhares de pessoas.

Já li muita coisa de má qualidade nos livros de auto-ajuda, mas nada me escandaliza mais do que a visão limitada de alguns acadêmicos que exaltam as suas belas teorias psicossociológicas, denegrindo a visão popular da auto-ajuda, que talvez seja mais profunda do que a sua visão institucionalizada.

Este artigo não tem a finalidade de defender nem criticar a literatura de auto-ajuda. Gostaria simplesmente de me ater ao termo “auto-ajuda” que é profundamente fecundo e cheio de significado.

O aprendizado e a busca da auto-ajuda é, a meu ver, o maior grito de liberdade e independência do ser humano. Observem que somente hoje começamos a receber nossa carta de alforria. E ela está sendo auferida somente por aqueles que formal ou informalmente a requisitaram.

Até o século XX a humanidade viveu na escravidão e numa profunda escuridão. Nosso corpo foi escravizado, nossas mente e emoções foram manipuladas e condicionadas e nossa alma sempre esteve nas mãos dos que se intitulavam representantes de Deus.

Somente agora no início deste século XXI começa a aparecer uma luz no fim do túnel. E afirmo que é preciso "olhos bem fechados" para ver. Não se espantem com os “olhos fechados”. Mas na minha experiência só começamos a ver algo mais profundo sobre nós mesmos e sobre a vida quando fechamos os olhos.

Eu particularmente tapei meus olhos para a ajuda, os conselhos e os mandamentos dos outros e lá no fundo do meu ser, procurei a fonte da minha própria “auto-ajuda”.

Descobri que não preciso de ninguém para me contar ou me mostrar a verdade. Toda a verdade está e sempre esteve inscrita no meu ser. Só precisei fechar os olhos para vê-la. Joguei fora todas as escrituras e mergulhei fundo nas minhas vozes interiores. E fiquei surpreso quando descobri que toda a sabedoria da humanidade já estava lá há muito tempo.

Descobri que a grande cegueira era acreditar nas verdades institucionalizadas. Percebi que a grande maioria desses movimentos acadêmicos e religiosas, eram compostos de “cegos guiando cegos”.

Espanta-me os movimentos acadêmicos querendo agora “possuir” a verdade para si. Eles estão se transformando nas igrejas e religiões da atualidade. Eles negam as descobertas verdadeiramente espirituais e querem enquadrar essas grandes descobertas do mundo espiritual em meia dúzia de teorias aprovadas pelos seus reitores. Não é a toa que esse “ícones da verdade” são agora chamados de “papas”.

Apenas olhem para os acadêmicos e vocês poderão comprovar isto. Será que eles são felizes risonhos, alegres e celebrativos ou será que são sérios, pesados e miseráveis? Para eles a vida parece mais um objeto a ser estudado e analisado. Eles tem a arte de transformar o pulsar radiante da vida em algo frio e morto.

Enquanto isto, muitos outros que descobriram o caminho da auto-ajuda estão celebrando a sua liberdade e são felizes. Estão a caminho de uma vida mais plena e cheia de significado.

A auto-ajuda é sim o caminho para a felicidade. Simplesmente porque na auto-ajuda você se libertou dos ditames das teorias psicológicas e resolveu viver os mistérios da vida. Descobriu a dança, a celebração, a meditação... Aprendeu a curtir a vida, com toda a sua simplicidade e profundidade.

Gostaria de finalizar este artigo deixando uma mensagem de auto-ajuda, que é: deixe de olhar para o outro e olhe para si mesmo; deixe de ajudar ao outro e ajude a si mesmo; largue as teorias complicadas e busque o lado simples da vida.

E o mais importante: Feche os olhos e medite.

Somente assim você vai se deparar com um espaço interior que é a própria fonte da auto-ajuda. Neste espaço você encontrará diversas  qualidades semelhantes que são: a autoconfiança, a auto-estima, o autoconhecimento, o amor próprio ou auto-amor e todas as fontes do que há de mais essencial nesta existência divina.

Somente assim você será verdadeiramente capaz de ajudar: ajudar a si, ajudar ao outro, ajudar a humanidade, ajudar a existência. Comece com a auto-ajuda e as outras ajudas simplesmente a seguirão como um subproduto da sua verdade essencial.

Namastê!


Ashara G. Souza
Formação em Psicologia Transpessoal, Terapia Corporal Neo-Reichiana, Renascimento e Constelação Familiar.
Marcar atendimentos pelos fones: 3229.8511 / 8867.8511
Envie perguntas e comentários para: ashara@secrel.com.br


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Comentários

Lista de comentários

CRISTIANA MARIA DE RESENDE comentou:

19/05/2009 19:37

Gostaria de saber se tem aqui em Belo Horizonte, cusos de meditaçâo, renascimento e constelaçâo familiar.

RESPOSTA: Sobre Constelação Familiar procure no site ABC Sistemas ou no site do Instituto Bert Hellinger Brasil Central.
Sobre meditação procure no site do Instituto Osho Brasil.

aarelacris@yahoo.com.br

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