Guilherme Ashara
Será que podemos tocar nossa Essência diretamente? Que métodos podemos utilizar para isto? Como viver na Essência?
Durante uma oficina de Renascimento (Rebirthing) onde todos os participantes tocaram um espaço de - nas palavras deles mesmos – calma; leveza; integração; mente limpa; presença... Que adjetivos são esses se não qualidades da nossa própria Essência? Percebi, mais uma vez, o quanto estamos vivendo próximos da Fonte Essencial.
Depois fizemos uma meditação Sufi chamada ‘Quatro direções’ e a experiência foi mais profunda ainda. Deitados no final de meditação, de barriga para baixo, todos se sentiram amparados, acolhidos e derretidos no útero da terra-mãe.
À tarde fomos para a piscina onde curtimos uma sessão de respiração e flutuação na água. Puro deleite!!! E o sentimento uterino agora se aprofundou ainda mais. Os participantes do grupo novamente experimentaram uma sensação de consciência expandida, total relaxamento e sentiram-se dissolvidos na existência.
Simples, fácil, imediato!
Hoje existem inúmeras ferramentas que nos possibilitam viver nossa Essência de forma imediata. Podemos citar algumas que inclusive trabalhamos: Meditação, Renascimento (Osho Breath), Biopulsação (Osho Pulsation), Osho Reiki, Massagem Psíquica, Cura Prânica e muitas outras.
Todas as ferramentas terapêuticas desenvolvidas na Osho Multiversity, na qual vivi por vários anos, têm esta qualidade fundamental: levar o participante na direção da sua própria Essência.
Muitas psicoterapias ainda não conhecem esta direção. A grande maioria fica dando voltas em círculos mentais. Compreendem os problemas mentalmente, mas não conseguem dar o salto para fora da prisão psicológica. Na literatura hindu, este circulo repetitivo chama-se ‘Samsara’. Para algumas tradições orientais ‘Samsara’ é sinônimo de ignorância com relação ao verdadeiro ‘eu’. Podermos permanecer vidas girando nesse mundo mental e temporal.
O chamado da nova era é a experiência além da mente que chamamos de meditação. Somente as terapias que trabalham em conjunto com a meditação podem levar o cliente a descobrir a sua Essência. E é na Essência que reside a cura. Simplesmente porque a essência sempre esteve e sempre estará sadia e vital. Ela é eterna!
Porquê então não vivemos continuamente
A razão é que estamos identificados com a nossa mente. É verdade que precisamos da nossa mente para viver e fazer contas, mas ela é incapaz de compreender algo além disso.
A consciência essencial vive além da mente. E Sempre que utilizamos uma técnica que expanda nossa consciência, nossa mente diminui a freqüência ou pára imediatamente. Quando fazemos ou experimentamos algo que nossa mente ainda não têm um registro ela entra em ‘blackout’. Então a verdadeira luz se acende – a luz da consciência essencial.
Tudo que é seguro, repetitivo e automático está sob o domínio da mente, isto é, longe da verdadeira Essência. Viver na Essência é viver no novo, na aventura, no desconhecido. Talvez por isso seja tão difícil permanecer nela.
Mas a fórmula é experimentá-la tantas vezes quanto for possível. Somente assim nossas qualidades essenciais se expandem, se fortalecem e se enraízam no nosso ser. É como se começássemos a perceber que viver a essência não é perigoso, nem muito menos temeroso. Na verdade essa é a nossa forma natural de viver.
Viver na mente é viver tenso, estressado, cansado, preocupado. A mente é repetitiva, enfadonha e velha.
Viver na Essência é viver no novo, no relaxamento, na paz mental, na leveza e no equilíbrio.
Somente através do método certo podemos dar um salto quântico de consciência para fora da ‘samsara’ – a roda ‘repetitiva’ da vida e da morte.
“Métodos tradicionais tem um apelo porque eles são tão antigos e tantas pessoas alcançaram através deles no passado. Eles podem ter se tornado irrelevante para nós, mas eles não eram irrelevantes para Buda, Mahavira, Patanjali, ou Krishna. Eles eram significativos, ajudavam. Os métodos antigos podem ser sem sentido agora, mas porque Buda alcançou através deles eles têm um apelo. O tradicionalista sente: " Se Buda alcançou através desses métodos, porque não posso alcançar?" Mas agora estamos numa situação totalmente diferente. Toda a atmosfera, toda o pensamento-esfera, mudou. Cada método é orgânico para uma situação específica, para uma mente específica, para um homem específico. O fato de que os métodos antigos não funcionarem não significa que nenhum método é útil. Significa apenas que os próprios métodos precisam mudar. Como vejo a situação, o homem moderno mudou tanto que ele precisa de novos métodos, de novas técnicas.”