O Workshop A Arte do Encontro – Trabalhando Relacionamentos e Compreendendo a Codependência – é uma oportunidade ímpar para você iniciar um processo profundo de reconhecimento e cura da sua criança interior e expandir essa compreensão para os seus relacionamentos.
Mostramos abaixo o feedback de uma das participantes do workshop A Arte do Encontro realizado em Fortaleza de 10 a 12 de outubro/2009:
“Foi uma experiência enriquecedora. Estou sentindo que algumas emoções e sentimentos da minha criança interior estão sendo integrados e acolhidos por mim...” (clique abaixo [+] e veja o feedback inteiro, como também os fundamentos de A Arte do Encontro).
Codependência,
A codependência atualmente é
Relacionar-se é inerente ao ser humano, e o nosso padrão de relacionamento é estabelecido desde a nossa primeira infância, com nossos pais, criando estratégias para atendermos suas expectativas e sermos aceitos e amados. Ao encontrarmos o outro (amigos, patrões, namorado, marido), na vida adulta, estabelecemos uma relação pautada no padrão de relacionamento construído na primeira infância, o que muitas vezes gera diferenças, fazendo com que, para manter um clima harmonioso, comecem as concessões, característica do relacionamento dependente.
Estas
Neste trabalho iremos
Veja também sobre este tema, o artigo: Curando as Feridas da Vergonha.
Maridos e esposas nunca estão calmos, porque estão sempre a caminho, sempre na estrada e a maior parte das pessoas perecem no caminho, nunca chegam à meta. Por causa disso, há sempre um estado de conflito entre maridos e esposas; há uma luta constante. E é isso o que chamamos de 'amor'. Infelizmente, nem o marido nem a mulher compreendem a causa real da tensão, da luta. Cada um pensa que escolheu o parceiro errado. (...) Quero lhes dizer que essa é a experiência de todos os casais do mundo. Se lhes derem a chance de mudar de parceiro, a situação não mudará nem um pouco.”
Osho
Você tem amor dentro de você?
“Quando você começa a se relacionar com seres humanos, você tem que levar em consideração que seres humanos não são coisas, são consciências. Você não pode dominá-los - embora quase todo mundo esteja tentando fazer isso e, dessa forma, estragando toda a vida do outro.
No momento em que você domina um ser humano, você está criando um inimigo, porque esse ser humano também quer dominar. Você pode chamar isso de amor, pode chamar de amizade, mas por trás da cortina de amizade, amor e fraternidade há um profundo desejo de poder. Você quer dominar, você não quer ser dominado.
...Amar um ser humano não é uma coisa fácil. O caso de amor é a coisa mais difícil do mundo pela simples razão de que duas consciências, dois seres vivos, não podem tolerar qualquer tipo de escravidão.
Porque no momento em que você começa a mostrar o seu amor, o outro começa a entrar numa viagem de poder. Ele sabe que você é dependente dele ou dela. Você pode ser escravizado - psicologicamente, espiritualmente - e ninguém quer ser um escravo. Mas todos os seus relacionamentos humanos acabam virando uma escravidão.
Todo ser humano tem um direito de nascimento de não ser dominado por ninguém - mas também um dever de nascimento de não tentar dominar ninguém. E só assim a amizade pode florescer.
O amor precisa de uma clareza de visão.
O amor precisa de uma limpeza de todas as espécies de coisas feias que estão em sua mente - ciúme, raiva, desejo de dominar.
.....Pintar belos quadros, criar poesias, esculturas, música, dança - isso está nas suas mãos. Mas quando você entra em contato com um ser humano, você tem que compreender que, do outro lado, está presente o mesmo tipo de consciência. Você tem que ter respeito e dar dignidade à pessoa que você ama . Esta é a razão de você não poder se relacionar com seres humanos.
Esqueça tudo sobre os seres humanos e sobre amor - simplesmente medite. Isso irá liberar, em você, o insight, a visão, a claridade, a energia para compartilhar.
Amor é um outro nome de compartilhar sua energia abundante. Você tem demais, está carregado dela. Você gostaria de compartilhá-la com as pessoas de quem você gosta.
Seu amor - o que você chama de amor - não é um compartilhar, é um esforço para obter algo. Todo mundo está tentando obter mais amor. A esposa diz: “Você não me ama o bastante!”. O marido diz: “Parece que você não me ama!”.
.....Você terá de mudar o significado de amor. Amor não é algo que você tenta ganhar do outro. E essa tem sido toda a história do amor - todo mundo está tentando ganhar amor do outro, tanto quanto possível. Ambos estão tentando ganhar e, naturalmente, ninguém está ganhando nada.
O amor não é algo a ser obtido. Amor é algo a ser dado. Mas você só pode dar quando você o tem.
Você tem amor dentro de você? Você já se fez essa pergunta?
Quando sentado em silêncio, você já observou? Você tem alguma energia de amor para dar?
....Ambos fantasiam, fingindo que vão dar ao outro o próprio paraíso. Ambos estão tentando convencer o outro que “Quando você se casar comigo, as mil e uma noites da Arábia ficarão esquecidas - nossas noites, nossos dias serão todos dourados.”
Mas você não sabe que não tem nada a dar. Todas essas coisas que você está dizendo estão relacionadas ao que você quer ganhar. E o outro está fazendo o mesmo. Uma vez casados, então virão os problemas, porque ambos estão esperando as mil e uma noites e nem mesmo uma noite indiana está acontecendo!
Então vem uma raiva, uma fúria que, pouco a pouco, se torna venenosa.
O amor se transformando em ódio é um fenômeno muito simples, porque todo mundo se sente traído.
O relacionamento humano precisa de compreensão.
Minha sugestão é: medite. Torne-se mais e mais silencioso, calmo, tranqüilo. Deixe uma serenidade surgir em você.
Isso lhe ajudará de mil e uma maneiras, não apenas no amor.”
OSHO, Sermons in Stones, # 27
"Relacionamento como uma Janela para a Alma"
"Nossas histórias de relacionamento talvez sejam o campo mais rico para nos ensinar sobre a vida e sobre nós mesmos.
Quaisquer assuntos não resolvidos que tenhamos escondido nos porões emocionais virão à superfície – não apenas aqueles relacionados a um caso de amor, mas também aqueles relacionados a figuras de autoridade.
Nesse campo, a existência puxa e detém a nossa atenção. Ela usa essas situações para nos forçar a enfrentar partes de nós mesmos que podem ser amedrontadoras ou dolorosas.
Mesmo que tenhamos idéias de como nossa vida e nossos casos de amor devam ser ou de quem nós somos e como devemos ser, freqüentemente as coisas não correm de acordo com o plano.
Mas é precisamente nas dificuldades que podemos aprender muito sobre nós mesmos.
Eu descobri que todos os nossos conflitos, frustrações e dificuldades em nossos relacionamentos se referem a três pontos básicos na área emocional e espiritual. (...)
O primeiro é a vergonha – um senso de deficiência profundamente estabelecido em nós.
O segundo é o choque – nossa resposta celular aos traumas de nossa infância.
E o terceiro é o abandono, a privação e o senso profundo de solidão interna.
Se hoje examinarmos nossas histórias de relacionamento, a partir da perspectiva desses três pontos, – vergonha, choque e abandono – poderemos descobrir valiosas lições que devemos aprender para o nosso desenvolvimento emocional e espiritual.
Na realidade não temos muita escolha naquilo que a vida nos apresenta. As coisas simplesmente acontecem. A energia nos move e a seguimos.
Mas entender esses três aspectos da jornada da alma nos dá uma visão e um significado para a nossa experiência.
Ao invés de acusarmos, reclamarmos ou nos sentirmos tristes por nós mesmos, podemos desfrutar a viagem não importa como ela seja. Às vezes ela é alegre, outras vezes é dolorosa, mas raramente é enfadonha."
Krishnananda (Tom Trobe, M.D.)
Para mais informações sobre o trabalho do Krishnananda e Amana, bem como os terapeutas brasileiros que fazem esse trabalho: acesse o site: www.learningloveseminars.com .