Tornamo-nos mais ou menos perante os nossos limites? Aquilo ao que precisamos renunciar acaba se tornando uma bênção, quando renunciamos livre e espontaneamente, conscientes daquilo que é verdadeiramente possível para nós. Deste modo obtemos uma força especial, uma força que conquista os outros. Nos nossos limites crescemos através dos outros.
Inversamente, aquele que deseja ultrapassar seus limites fica cada vez mais fraco quando está além deles. Fica solitário, os outros o evitam e até chegam a lutar contra ele. Deste modo perde aquilo que desejava obter e, em longo prazo, perde inclusive aquilo que obteria se tivesse considerado e reconhecido os seus limites e parado perante eles.
Qual a melhor forma de reconhecermos nossos limites? Quando permanecemos em sintonia conosco, com nossas possibilidades e com as outras pessoas. Mas principalmente quando permanecemos em sintonia com o tempo limitado a nossa disposição. E também quando reconhecemos e respeitamos os limites de nossas idéias e nossos desejos. Pois são justo as nossas idéias que facilmente se tornam desmedidas e pretensiosas.
Nossas idéias sobre Deus ou sobre o divino ou sobre o sentido do mundo e da vida também fazem parte disso. Quem permanece dentro de seus limites, obtém força. Torna-se religioso, mais modesto e talvez mais substancial do que aqueles que compreendem ou talvez até possuam Deus e que desejam colocá-lo a seu serviço. Pois religiosidade significa reconhecer a nossa própria impotência e nos submeter aos seus limites. É surpreendente, mas é justamente esta impotência que nos torna receptivos para o que há de essencial.
Do Livro: Pensamentos Sobre Deus, de Bert Hellinger - Editora Atman
Bert Hellinger é o criador das Constelações Sistêmicas Familiares e Organizacionais.
Para conhecer as Constelações Sistêmicas ligue 85- 3271.3954 (Instituto Budokai), 8867.8511 / 9918.5578.