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Sangha - Uma Experiência de Vida Comunitária

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A arte de viver no presente, celebrando, compartilhando, brincando, relaxando, fazendo arte...


 

SANGHA - uma experiência de vida vida comunitária

De 6 a 9 de setembro tivemos na Estação Zen, dito com as palavras de um dos participantes: "Uma experiência de aprendizado, através do relacionamento, da troca de energias, do trabalho comunitário prazeroso e meditativo."

Essa idéia já nos rondava há algum tempo. A idéia de fazermos algo comunitariamente. Até já tínhamos reunido amigos para pintar algumas paredes do nosso espaço. Mas esses 4 dias que experimentamos agora, superou todas as expectativas.

Começou com algumas reuniões com o grupo de apoio da Estação Zen para decidirmos o que faríamos nesses 4 dias. Várias idéias surgiram e fomos anotando o que mais gostávamos. Então nasceu o primeiro esboço de uma programação da Sangha. E esse primeiro esboço foi tomando forma durante o encontro.

Começando o dia com giberish (catarse com sons) e vipassana (observação em silêncio), tínhamos depois o café da manhã que se seguia com a divisão de tarefas. "Quem gosta de jardinagem, mosaico, embelezamento ou limpeza?" A partir dessa pergunta os grupos se dividiam e se iniciava o trabalho-meditativo, isto é, fazer tudo com a consciência presente em cada ato, em cada sensação, em cada pensamento e em cada sentimento.

O Champak que participou desse experimento dá seu relato:

"A minha experiência pessoal participando do grupo da Sangha foi muito boa por diversos motivos: 1) foi possível para mim cumprir as tarefas de maneira diferente da minha habitual correria e fixação na meta que gera aflição e ansiedade; 2) foram muito oportunos os exercícios de "stop" para trazer consciência para o momento presente; 3) foi enriquecedor o desafio de fazer as tarefas em grupo, buscando de maneira harmônica e tranqüila uma sintonia entre os diferente ritmos e habilidades individuais; 4) foi uma excelente oportunidade para reconhecer traços do meu próprio ego ao me confrontar com as diferenças e as semelhanças nos traços dos demais participantes; 5) e talvez o ponto alto de toda a Sangha tenham sido os nossos encontros antes do almoço para compartilhar como estava sendo a experiência de cada um, as dificuldades consigo mesmo e com os outros, e as vivências que se seguiam conduzidas pelo Ashara que funcionavam como um toque para darmos um salto além de tudo o que estava sendo vivenciado como dificuldade, como desafio, como ameaça."

Caminhar até o rio Pacoti olhando e curtindo a paisagem e voltar em silêncio no cair da noite foi outro ponto marcante da Sangha. Contar estórias e piadas diante da fogueira, assistir ao filme O Poder Além da Vida comendo pipoca ou ver um vídeo-discurso do Osho preencheram as noites com muita alegria, diversão e insights sobre o que é uma vida comunitária e meditativa.

Nas palavras da Sambodhi:

"O mais importante deste encontro foi o 'ir para dentro' que aconteceu. Mesmo nas horas mais 'quentes' quando os padrões se apresentaram firmes e fortes... Muito gostoso me reconectar com a energia corporal que veio através da dança e o relaxamento profundo que se seguiu."
 

Um outro participante complementa:

"Relacionamentos de um modo geral, não são fáceis. Cada um de nós tem condicionamentos que nos foram impostos pelos nossos pais, professores e sociedade que nos impedem de sermos nós mesmos. Numa experiência como essa, que nos foi possível compartilhar diferentes atividades em grupos ou em duplas, foi muito proveitoso, porque aqui podemos ser nós mesmos, podemos tudo, sem a preocupação de pensar se o outro vai gostar ou não. Podemos ser verdadeiros conosco, sem usar máscaras. É um trabalho fabuloso, pois nos possibilita um crescimento enorme, principalmente no momento de compartilharmos os nossos sentimento após as atividades da manhã."

Sentimos que foi uma vivência de grupo simples, tranqüila, porém muito profunda. Veja no depoimento do Ricardo:

"O mais importante pra mim foi experienciar a convivência em comunidade em si. Pessoas com as mais diferentes histórias de vida, com suas crenças individuais, com seus conteúdos internos conhecidos e não-conhecidos, somados ao inconsciente coletivo, tentando viver em harmonia e em paz, mas esbarrando na dificuldade básica de acolher o outro. Um grande desafio, ao meu ver. Uma grande chance de aprofundar o conhecimento de mim mesmo. Adorei! Beijão a todos!"

Enfim: Sucesso total. Com essas palavras podemos resumir o que foram esses dias de prazer, alegrias, tristezas, raivas, frustrações, insights e o mais importante a possibilidade de ir além de todas essas emoções que nos prendem e ao mesmo tempo nos levam ao encontro do que há de mais precioso em nós: nossa própria essência interior.


“Se o trabalho vem a partir do amor ele torna-se adoração. Então não há necessidade de nenhuma outra meditação. Isso é o suficiente. O trabalho em si torna-se a meditação. Você está tão dentro dele que a mente pára.
A energia precisa do trabalho, de outro modo ela torna-se agitação. A energia precisa de expressão, precisa ser criativa. De outra forma, a mesma energia aprisionada dentro irá se tornar uma doença, uma enfermidade. Você tem energia. Essa energia tem que ser criativa. Não existe felicidade a não ser na criatividade. Mas criatividade é trabalho com amor. Um pintor pinta. Ele não está trabalhando, está amando. Ele está completamente absorvido nisso – o fazedor não está lá. Um cantor canta ou um dançarino dança. Se o dançarino é somente um profissional, então é um trabalho. Ele cansará.
Porém, se um dançarino realmente ama a dança, então quanto mais ele se move para dentro dela, mais energia ele recebe para se mover ainda mais.”

(Osho)

 



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